segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

REFLETINDO O SISTEMA INSTITUCIONAL DA ‘i’GREJA 1/95

De fato, sei que as palavras têm muito peso, aprendi muito cedo que; “enquanto não falamos, somos senhores sobre a palavra, uma vez que a proferimos ela se torna senhora sobre nós”. Enquanto armazenamos em nossas mentes, algumas reflexões, alguns posicionamentos. Logo estamos isentos de represálias, isentos de sermos rechaçados por este ou aquele pensamento.
Mas, me pergunto, até quando vamos guardar nossas convicções para nós mesmos? De modo que, muitas de nossas percepções da vida podem salvar ou libertar pessoas que estão sendo escravizadas por sistemas supostamente religiosos, que tem por interesse exacerbado guarda a “tradição”, e, no entanto não ama e não valoriza o ser humano.
Confesso que recentemente tive uma experiência, como posso dizer? Usando de eufemismo... Chocante e por que não dizer desagradável, no sentido de que algumas ordenanças de cunho eclesiástica tem, mais peso do que, um envolvimento existencial, viceral... Da paixão que alguém pode nutrir pelo Evangelho.
Passei pela experiência da conversão em 1995, quando em um domingo de fevereiro desse corrente ano, levantei uma de minhas mãos e dei um “sim” para maravilhosa Graça do Senhor Jesus. De lá para cá, labutei pela causa do Evangelho, mesmo na minha vã ignorância de forma incansável. Um menino ingênuo? Sim! Mas apaixonado pelo Evangelho... De modo que nunca medi esforços para ministrar, lecionar, palestrar ou até mesmo pregar.
Esforços esses que passaram pelas esferas psicológicas, espirituais, físicas e sim econômicas. Sempre com um salário não muito expressivo e às vezes bem humilde, fui sobrevivendo dando manutenção a vida, sempre investindo no ensino e subseqüente no Reino de Deus.
Cursar alguns cursos teológicos demanda dinheiro, seja ele um curso básico, médio ou até mesmo um Bacharel. O fato é que pela graça e misericórdia de Deus cursei todos eles, e com muita propriedade digo que se os fiz, foi na plena dependência de Deus, de modo que eu nunca recebi um único centavo da igreja... continuação...

Anderson Souza
Bacharel em Teologia
Pós-Graduando em Metodologia do Ensino Religioso

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

ORAÇÃO AO DEUS DESCONHECIDO

Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar
para a frente uma vez mais, elevo, só, minhas mãos a Ti na
direção de quem fujo.

A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares
festivos para que, em cada momento, Tua voz me pudesse chamar.

Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras:
“Ao Deus desconhecido”.

Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos.

Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.

Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-Lo.

Eu quero Te conhecer, desconhecido.

Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.

Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te conhecer, quere servir só a Ti.

Por Friedrich Nietzsche

Anderson Souza de Oliveira
Bacharel em Teologia
Pós-Graduando em Metodologia do Ensino Religioso

terça-feira, 14 de outubro de 2008

PARABÉNS PELO DIA DO PROFESSOR !!!

[...] e fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre as maravilhosas simetrias e perfumes; levaria a livrarias, para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhes as lições das pás, enxadas e tesouras de podar.

Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria pelas partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical.

A experiência da beleza tem de vir antes. Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura não começaria com as letras e sílabas. Simplesmente leria as histórias mais fascinates que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela quereria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em histórias. É assim. É muito simples

por RUBENS ALVES (educador, teólogo, psicanalista e escritor)

domingo, 28 de setembro de 2008

ESTOU CANSADO

Cansei! Entendo que o mundo evangélico não admite que um pastor confesse o seu cansaço. Conheço as várias passagens da Bíblia que prometem restaurar os trôpegos. Compreendo que o profeta Isaías ensina que Deus restaura as forças do que não tem nenhum vigor. Também estou informado de que Jesus dá alívio para os cansados. Por isso, já me preparo para as censuras dos que se escandalizarem com a minha confissão e me considerarem um derrotista. Contudo, não consigo dissimular: eu me acho exausto.
Não, não me afadiguei com Deus ou com minha vocação. Continuo entusiasmado pelo que faço; amo o meu Deus, bem como minha família e amigos. Permaneço esperançoso. Minha fadiga nasce de outras fontes.
Canso com o discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus. Já não agüento mais que se usem versículos tirados do Antigo Testamento e que se aplicavam a Israel para vender ilusões aos que lotam as igrejas em busca de alívio. Essa possibilidade mágica de reverter uma realidade cruel me deixa arrasado porque sei que é uma propaganda enganosa. Cansei com os programas de rádio em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições. Causa tédio tomar conhecimento das infinitas campanhas e correntes de oração; todas visando exclusivamente encher os seus templos. Considero os amuletos evangélicos horríveis. Cansei de ter de explicar que há uma diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.
Canso com a leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade. Sinto-me triste quando percebo que a injustiça social é vista como uma conspiração satânica, e não como fruto de uma construção social perversa. Não consideram os séculos de preconceitos nem que existe uma economia perversa privilegiando as elites há séculos. Não agüento mais cultos de amarrar demônios ou de desfazer as maldições que pairam sobre o Brasil e o mundo.
Canso com a repetição enfadonha das teologias sem criatividade nem riqueza poética. Sinto pena dos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos. Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras. Convivem com uma teologia pronta. Não enxergam sua pobreza porque acreditam que basta aprofundarem um conhecimento “científico” da Bíblia e desvendarão os mistérios de Deus. A aridez fundamentalista exaure as minhas forças.
Canso com os estereótipos pentecostais. Como é doloroso observá-los: sem uma visitação nova do Espírito Santo, buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais. Não há nada mais desolador que um culto pentecostal com uma coreografia preservada, mas sem vitalidade espiritual. Cansei, inclusive, de ouvir piadas contadas pelos próprios pentecostais sobre os dons espirituais.Cansei de ouvir relatos sobre evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões. Fico abatido com eles porque sei que provocam que as pessoas “caiam sob o poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem.
Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo. Recebo todos os dias várias mensagens eletrônicas de gente me perguntando se pode beber vinho, usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura etc., etc. A lista é enorme e parece inexaurível. Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas, que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas.
Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios. Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor.
Canso com os livros evangélicos traduzidos para o português. Não tanto pelas traduções mal feitas, tampouco pelos exemplos tirados do golfe ou do basebol, que nada têm a ver com a nossa realidade. Canso com os pacotes prontos e com o pragmatismo. Já não agüento mais livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa. Não consigo entender como uma igreja tão vibrante como a brasileira precisa copiar os exemplos lá do norte, onde a abundância é tanta que os profetas denunciam o pecado da complacência entre os crentes. Cansei de ter de opinar se concordo ou não com um novo modelo de crescimento de igreja copiado e que vem sendo adotado no Brasil.
Canso com a falta de beleza artística dos evangélicos. Há pouco compareci a um show de música evangélica só para sair arrasado. A musicalidade era medíocre, a poesia sofrível e, pior, percebia-se o interesse comercial por trás do evento. Quão diferente do dia em que me sentei na Sala São Paulo para ouvir a música que Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs sobre os últimos capítulos do Evangelho de São João. Sob a batuta do maestro, subimos o Gólgota. A sala se encheu de um encanto mágico já nos primeiros acordes; fechei os olhos e me senti em um templo. O maestro era um sacerdote e nós, a platéia, uma assembléia de adoradores. Não consegui conter minhas lágrimas nos movimentos dos violinos, dos oboés e das trompas. Aquela beleza não era deste mundo. Envoltos em mistério, transcendíamos a mecânica da vida e nos transportávamos para onde Deus habita. Minhas lágrimas naquele momento também vinham com pesar pelo distanciamento estético da atual cultura evangélica, contente com tão pouca beleza.
Canso de explicar que nem todos os pastores são gananciosos e que as igrejas não existem para enriquecer sua liderança. Cansei de ter de dar satisfações todas as vezes que faço qualquer negócio em nome da igreja. Tenho de provar que nossa igreja não tem título protestado em cartório, que não é rica, e que vivemos com um orçamento apertado. Não há nada mais desgastante do que ser obrigado a explanar para parentes ou amigos não evangélicos que aquele último escândalo do jornal não representa a grande maioria dos pastores que vivem dignamente.Canso com as vaidades religiosas. É fatigante observar os líderes que adoram cargos, posições e títulos. Desdenho os conchavos políticos que possibilitam eleições para os altos escalões denominacionais. Cansei com as vaidades acadêmicas e com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola. Não suporto ouvir que mais um se auto-intitulou apóstolo.
Sei que estou cansado, entretanto, não permitirei que o meu cansaço me torne um cínico. Decidi lutar para não atrofiar o meu coração.
Por isso, opto por não participar de uma máquina religiosa que fabrica ícones. Não brigarei pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante. Jamais oferecerei meu nome para compor a lista dos preletores de qualquer conferência. Abro mão de querer adornar meu nome com títulos de qualquer espécie. Não desejo ganhar aplausos de auditórios famosos.
Buscarei o convívio dos pequenos grupos, priorizarei fazer minhas refeições com os amigos mais queridos. Meu refúgio será ao lado de pessoas simples, pois quero aprender a valorizar os momentos despretensiosos da vida. Lerei mais poesia para entender a alma humana, mais romances para continuar sonhando e muita boa música para tornar a vida mais bonita. Desejo meditar outras vezes diante do pôr-do-sol para, em silêncio, agradecer a Deus por sua fidelidade. Quero voltar a orar no secreto do meu quarto e a ler as Escrituras como uma carta de amor de meu Pai.
Pode ser que outros estejam tão cansados quanto eu. Se é o seu caso, convido-o então a mudar a sua agenda; romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; voltar ao primeiro amor. Jesus afirmou que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma. Ainda há tempo de salvar a nossa.Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A SIMPLICIDADE PROFUNDA E ESMAGADORA DE JESUS

A cada dia mais me impressiona a simplicidade de Jesus em relação a tudo. Ele negou-se a tratar de quase tudo o que a filosofia e a teologia tratam com avidez. A origem do mal Ele simplesmente desprezou em qualquer que seja a explicação “metafísica”. Simplesmente disse que o mal existe. E o tratou com realidade óbvia.
O problema da dor foi por Ele tratado com as mãos, não com palavras e discursos.As desigualdades sociais foram todas reconhecidas, mas não se o vê armando qualquer ação popular contra elas.Seus protestos eram todos ligados à perversão do coração, mas nunca se tornavam projeto político, ou passeatas, ou bandeiras.
A “queda” não é objeto de nenhuma especulação da parte Dele. Bastava a todos ver as conseqüências dela. Sobre a morte sua resposta foi a paz e a vida eterna.Jamais tentou justificar o Pai de nada. Apenas disse que Ele é bom e justo.Mandou lutar contra os poderes da hipocrisia e do desamor, mas não deu nenhuma garantia de que se os venceria na Terra.
Sua grande resposta à catástrofe humana foi a promessa de Sua vinda, e nada mais.Nunca pediu que se estabelecesse o Reino de Deus fora do homem, mas sempre dentro dele; pois, fora, o reino, por hora, era do príncipe deste mundo.Não buscou ninguém com poder a fim de ajudar qualquer coisa em Sua missão.
Adulto, foi ao templo apenas para pregar aquilo que acabaria com o significado do templo como lugar de culto.Fez da vida o sagrado, e de todo homem um altar no qual Deus é servido em amor.Chamou o dinheiro de “deus”, mas se serviu dele como simples meio.Pagou impostos; mas nunca cobrou nada de ninguém, exceto amor ao próximo.A morte para Ele não era mesma coisa que é para nós. Morrer não era mal. Viver mal é que era mau.
Em Seus ensinos Ele sempre parte do que existe como realidade e nega-se fazer qualquer viagem para aquém do dia de hoje. Para Ele o mundo se explicava pelas ações dos homens, e prescindia de analises; pois, tudo era mais que óbvio. Não teologizou sobre nada. E todas as Suas respostas aos escribas e teólogos eram feitas de questões sobre a vida e seu significado agora; e sempre relacionado ao que se tem que ser e fazer.
Quando indagado de onde vinha o “joio”, Ele simplesmente diz: “Um inimigo fez isso...” — referindo-se ao diabo. Prega a Palavra, e não tenta controla-la.Vê pessoas crerem, mas não tem nenhuma fixação em fazê-las suas seguidoras físicas e geográficas.Não tem pressa, embora saiba que o mundo precisa conhecer Sua Palavra.Cita as Escrituras sem nenhuma preocupação com autores, contextos ou momentos históricos.
Arranca certezas da Palavra baseadas em um verbo “ser” — aludindo ao fato de Deus ser Deus de vivos e não de mortos, pois, “para ele todos vivem”. Ensina que a morte é o fundamento da vida, e tira dela o poder de matar, dando a ela a força das sementes que ao morrerem dão muito fruto.E assim Ele vai...E assim Nele é!Nele, para Quem a filosofia é a vida em amor
Caio

terça-feira, 2 de setembro de 2008

O INESPERADO de DEUS ao ENCONTRO da ESPERA HUMANA

Era domingo, aparentemente como todos os domingos, me refiro especificamente ao culto realizado em um domingo do mês de fevereiro deste corrente ano. O culto inicio-se habitualmente as 19:00 hs. Como de costume o culto a introdução litúrgica foi com uma oração, seguindo de 2 hinos da harpa-cristã acompanhado da orquestra local. Na seqüência uma leitura oficial e assim a liturgia ia desenvolvendo-se.
O que parecia rotineiro foi de súbito tomado de algo insólito, no momento em que um dos pastores da igreja “sentiu” Deus ministrar em seu coração, que a igreja deveria ajoelhar-se e orar de forma especifica para as famílias. A principio alguns movimentos da platéia indicavam um não entendimento da “quebra de protocolo” da liturgia pentecostal, ainda sem entender muito bem olhares se encontravam na tentativa de dizer “o que será que vai acontecer?”.
O certo é que “todos” (pelo menos quase todos) dobraram seus joelhos e começaram a orar, e percebemos que um clamor começou a se levantar. Foi notório como Deus começou a trabalhar de forma diferente naquela noite. A Bíblia diz: “que a oração do justo tem muito em seus efeitos...” e realmente ali estavam muitos justos orando e intercedendo em um só sentido, e realmente comprovamos os efeitos ulteriores daquelas orações, depois de algumas semanas tivemos a felicidade de saber que Deus restitui alguns lares, decorrente das orações daquela reunião.
Diante disso tenho a liberdade e iniciativa de citar esse fato concreto, para refletir nos cultos que hodiernamente vem sendo realizado nas igrejas brasileiras. Ora, é de conhecimento de quase todos que a palavra culto esta sendo substituído pela palavra SHOW, inclusive é veiculado de forma televisiva em horários nobres.
Nessa nova configuração de culto o que manda não é mais a espontaneidade dos cristãos, e sim uma liturgia “bem elaborada” (porque não dizer bem engessada), organizada de forma que nada de inesperado possa acontecer. Bom, isso de certa forma da vazão ao espetáculo, isso mesmo, começa a nascer um culto-antropocêntrico, onde o homem é fim em si mesmo, “rouba” toda glória que pertence a Deus.
Nesse novo espetáculo, Cristo infelizmente não é mais o centro do culto, pois o que manda agora é performance humana, ou seja, as técnicas vocais dos cantores solos, dos conjuntos e dos corais. As habilidades “bem humorada” de alguns pastores, a ponto de manobrarem a platéia, até extorquirem dos membros os últimos centavo, isso mesmo este homens “desnudam” suas ovelhas até arrancar seus últimos recursos financeiros.
Paulo já nos avisa que nos últimos dias apareceriam homens amantes de si mesmos... Apresentam-se com eloqüentes mensagens bem pregadas, com um discurso muito bem polido e elaborado. Esses mega-pastores conseguem levar a platéia ao delírio com seus sermões “exegeticamente bem construído”, no comprimento de seus egos pragmáticos.
Não estou tecendo essa reflexão para colocar em descrédito os demais cultos, não, até porque não teria condições de fazê-lo. Acredito que Deus dentro da sua soberania tem abençoado de alguma forma. Agora como cristão e alguém interessado na causa do Mestre, entendo o que aconteceu no fato citado na introdução, é um apontar de que se colocarmos todo nosso preparo debaixo das potentes mãos de nosso Senhor, e dermos mais espaço a voz e ao mover do Senhor Espírito Santo, é possível que possamos ser surpreendidos com curas, libertações, batismo com o/no Espírito Santo, milagres, conversões, reestruturação familiar, manifestações humanitárias e solidárias por parte dos cristãos, e um verdadeiro quebrantamento perante Jesus Cristo pode estar prestes há acontecer nesse mundo pós-moderno.
Mahatma Ghandhi certa vez disse: “O ‘cristianismo’ não passa de uma religião de belas palavras...” Apesar da coerência da frase com a atual realidade, nós como cristão não devemos ser conivente com isto, temos que mostrar na prática que o cristianismo não se resume a essa critica. Nós como igreja do Senhor e portadores das Boas Novas, devemos entender que não adianta viver somente um “evangelho” de belas palavras, mas ao contrário disto devemos construir pontes entre nossas pregações e a práxi na vida igreja.

Anderson Souza
Bacharel em Teologia
Pós-Graduando em Metodologia do Ensino Religiso

A BENDITA QUEBRA DE PROTOCOLO DE CADA DIA

Era domingo, aparentemente como todos os domingos. Refiro-me especificamente ao dia 04/02/2007. O culto inicio-se as 19:00 horas, como de costume começou com uma oração, seguido de dois hinos da harpa-cristã, acompanhado da orquestra local. Na seqüência, à leitura oficial e, assim a liturgia desenvolvia-se.
O que parecia rotineiro foi de súbito tomado de algo insólito, no momento em que um dos pastores da igreja sentiu Deus ministrar em seu coração. A igreja deveria ajoelhar-se e orar de forma especifica para as famílias. A principio alguns movimentos da platéia indicavam um não entendimento da “quebra-de-protocolo” da liturgia. Ainda sem entender muito bem, olhares se encontravam na tentativa de dizer: O que será que está acontecendo?
O certo é que “todos” (pelo menos quase todos) dobraram seus joelhos e começaram a orar e, percebemos que um clamor começou a se levantar. Foi notório como Deus começou a trabalhar de forma especial naquela noite. A Bíblia diz: “que a oração do justo tem muito em seus efeitos...” e realmente ali estavam muitos justos orando e intercedendo em um só sentido e, realmente comprovamos os efeitos ulteriores daquelas orações. Depois de algumas semanas, devido alguns testemunhos pessoais, tivemos a felicidade de saber que Deus restituiu alguns lares, resultado das orações realizadas naquela reunião.
Diante desse fato ocorrido, tenho a liberdade e iniciativa de usar essa história, para refletir os cultos que hodiernamente vem sendo realizado nas igrejas brasileiras. Ora, é de conhecimento de todos que a palavra culto esta sendo substituído pela palavra SHOW, inclusive é veiculado de forma televisiva em horários nobres.
Nessa nova configuração de culto o que manda não é mais a espontaneidade dos cristãos, e sim uma liturgia “bem elaborada” (porque não dizer bem engessada). Organizada de forma que nada de inesperado possa acontecer. Bom, isso de certa forma da vazão ao espetáculo, devido a previssbilidade, isso mesmo, o culto começa há se transformar num show gospel.
Nesse novo espetáculo, Cristo infelizmente não é mais o centro do culto, pois o que manda agora é performance humana, ou seja, as técnicas vocais dos cantores, dos conjuntos e corais. As habilidades “bem humorada” dos pastores que, se utilizam-se de recursos inapropriados, a fim de manobrarem sua platéia, objetivando extorquirem os membros. Isso mesmo! Homens inescrupulosos, não passam de pseudo-pastores que “desnudam” suas ovelhas até tosquiarem sua ultima lã.
Paulo já nos avisava que, nos últimos dias apareceriam homens amantes de si mesmos... Apresentam-se com eloqüentes mensagens bem pregadas, com um discurso bem polido. Estes mega-pastores conseguem levar a platéia ao delírio com seus sermões “exegeticamente” bem construído. Infelizmente muitos destes homens têm visado apenas a glória humana.
Não estou aqui para colocar em descrédito os demais cultos, não, até porque não teria condições de fazê-lo. Acredito que Deus dentro da sua soberania tem abençoado de alguma forma todos os cultos. Agora, como cristão e alguém interessado na causa do Mestre, utilizo-me deste fato ocorrido para trazer algumas reflexões, visando um alerta de nossa parte.
O fato ocorrido e citado no inicio deste artigo, é um apontar de que se colocarmos todo nosso preparo debaixo das potentes mãos de nosso Senhor e, darmos mais espaço a voz e ao mover do Senhor Espírito Santo, é possível que poderemos ser surpreendidos com curas, libertações, batismo com o/no Espírito Santo, milagres, conversões, reestruturação familiar e um verdadeiro quebrantamento perante Jesus Cristo pode estar prestes há acontecer em nossas igrejas.
Mahatma Ghandhi certa vez disse: “O ‘cristianismo’ não passa de uma religião de belas palavras...” Apesar da coerência da frase com a atual realidade, nós como cristão não devemos ser conivente com isto. A igreja do Senhor como portadora das Boas Novas, deve entender que não adianta vivermos somente um evangelho de belas palavras, mas ao contrário disto devemos construir pontes entre nossas pregações e práxi na vida igreja.

Anderson Souza
Bacharel em Teologia
Pós-Graduando em Metodologia do Ensino Religioso

O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA, SE NÃO TOMARMOS CUIDADO A VIDA PASSA NUMA BOA.

Nascemos, crescemos, vivemos e morremos, esse é ciclo natural da vida humana (salvo algumas exceções), a vida humana pelo menos na contemporaneidade não excede aos 70, 80 e/ou 90 anos de idade medianamente.
Apesar dos avanços científicos no campo dos cosméticos, e da medicina moderna travando gigantescas batalhas no afã de trazer um continuo rejuvenescimento para o ser humano, porém a vida passa mais rápido do à gente possa imaginar, e inevitavelmente as rugas e os sinais da velhice vão aparecendo.
Há um texto bíblico que traz a metáfora da flor, e dessa forma elucida nos lembrando que a vida humana pode ser comparada a uma flor, que de manhã nasce à tarde desabrocha e a noite seca. Olho para essa frase com olhares atentos e observadores, por se tratar de uma verdade lógica, no entanto paradoxalmente profunda.
A vida passa muito rápida, muitas vezes ficamos presos na rotina frenética do dia-dia que em muitos dos casos não nos leva a lugar algum. Outras vezes estamos emaranhado na letargia das mesmices vãs, apáticos e como um barco a deriva canalizamos nossas energias numa grande e diabólica “maquina” chamada capitalismo.
O tempo vai passando e nossas energias vão se esvaindo, como a água escorre das nossas mãos na tentativa de segurá-las, assim o tempo vai passando e não conseguimos cortar o cordão bilical da religiosidade, que na maioria das vezes cria um mundo difícil de viver.
E em nome do zelo religioso as pessoas criam-se “mundos” de aparências de “piedades” difíceis de conviver, se envolvem com todos os tipos de funções/serviços religiosos em troca de alguns favores divinos. Preocupamos-nos mais com que os outros pensam de nós do que necessariamente que conceito Deus tem de minha pessoa.
Nesses mergulhos nos profundos mares das atividades religiosas “trabalhamos tanto para Deus que não temos, mas tempo para Deus”, é paradoxal, no entanto é verdadeiro, nos envolvemos em tudo quanto é projeto a ponto de negligenciarmos a família, os amigos, aquela oração informal, aquela bela canção na manhã de uma segunda-feira ociosa, parar para ouvir aquele amigo que esta com problema, fazer uma visita àquela pessoa tão querida que esta enferma, brincar com os filhos, passear com a namorada, com a noiva ou com esposa, ler a Bíblia sem preocupação de fazer uma analise exegética do texto, mas ler simplesmente para nos deliciarmos das maravilhas de um Deus maravilhoso.
Esse texto é um apelo a prestarmos mais atenção no óbvio, enxergamos as pequenas coisas do dia-dia, valorizarmos a presença maravilhosa do Senhor Espírito Santo que esta conosco todos os dias, se manifestando das mais variadas formas, e o mais interessante é que Ele o Espírito Santo esta conosco todos os dias, mas às vezes vivemos tanto no piloto-automático que nem percebemos suas atuação, C. S. Lewis já dizia “que homem na tentativa de buscar Deus nas grandes coisas O perde nas pequenas...”.

Anderson Souza
Bacharel em Teologia
Pós-Graduando em Metodologia do Ensino Religioso

Martín Luther King

"Temos de aprender a viver todos como irmãos ou morreremos todos como loucos."