Era domingo, aparentemente como todos os domingos, me refiro especificamente ao culto realizado em um domingo do mês de fevereiro deste corrente ano. O culto inicio-se habitualmente as 19:00 hs. Como de costume o culto a introdução litúrgica foi com uma oração, seguindo de 2 hinos da harpa-cristã acompanhado da orquestra local. Na seqüência uma leitura oficial e assim a liturgia ia desenvolvendo-se.
O que parecia rotineiro foi de súbito tomado de algo insólito, no momento em que um dos pastores da igreja “sentiu” Deus ministrar em seu coração, que a igreja deveria ajoelhar-se e orar de forma especifica para as famílias. A principio alguns movimentos da platéia indicavam um não entendimento da “quebra de protocolo” da liturgia pentecostal, ainda sem entender muito bem olhares se encontravam na tentativa de dizer “o que será que vai acontecer?”.
O certo é que “todos” (pelo menos quase todos) dobraram seus joelhos e começaram a orar, e percebemos que um clamor começou a se levantar. Foi notório como Deus começou a trabalhar de forma diferente naquela noite. A Bíblia diz: “que a oração do justo tem muito em seus efeitos...” e realmente ali estavam muitos justos orando e intercedendo em um só sentido, e realmente comprovamos os efeitos ulteriores daquelas orações, depois de algumas semanas tivemos a felicidade de saber que Deus restitui alguns lares, decorrente das orações daquela reunião.
Diante disso tenho a liberdade e iniciativa de citar esse fato concreto, para refletir nos cultos que hodiernamente vem sendo realizado nas igrejas brasileiras. Ora, é de conhecimento de quase todos que a palavra culto esta sendo substituído pela palavra SHOW, inclusive é veiculado de forma televisiva em horários nobres.
Nessa nova configuração de culto o que manda não é mais a espontaneidade dos cristãos, e sim uma liturgia “bem elaborada” (porque não dizer bem engessada), organizada de forma que nada de inesperado possa acontecer. Bom, isso de certa forma da vazão ao espetáculo, isso mesmo, começa a nascer um culto-antropocêntrico, onde o homem é fim em si mesmo, “rouba” toda glória que pertence a Deus.
Nesse novo espetáculo, Cristo infelizmente não é mais o centro do culto, pois o que manda agora é performance humana, ou seja, as técnicas vocais dos cantores solos, dos conjuntos e dos corais. As habilidades “bem humorada” de alguns pastores, a ponto de manobrarem a platéia, até extorquirem dos membros os últimos centavo, isso mesmo este homens “desnudam” suas ovelhas até arrancar seus últimos recursos financeiros.
Paulo já nos avisa que nos últimos dias apareceriam homens amantes de si mesmos... Apresentam-se com eloqüentes mensagens bem pregadas, com um discurso muito bem polido e elaborado. Esses mega-pastores conseguem levar a platéia ao delírio com seus sermões “exegeticamente bem construído”, no comprimento de seus egos pragmáticos.
Não estou tecendo essa reflexão para colocar em descrédito os demais cultos, não, até porque não teria condições de fazê-lo. Acredito que Deus dentro da sua soberania tem abençoado de alguma forma. Agora como cristão e alguém interessado na causa do Mestre, entendo o que aconteceu no fato citado na introdução, é um apontar de que se colocarmos todo nosso preparo debaixo das potentes mãos de nosso Senhor, e dermos mais espaço a voz e ao mover do Senhor Espírito Santo, é possível que possamos ser surpreendidos com curas, libertações, batismo com o/no Espírito Santo, milagres, conversões, reestruturação familiar, manifestações humanitárias e solidárias por parte dos cristãos, e um verdadeiro quebrantamento perante Jesus Cristo pode estar prestes há acontecer nesse mundo pós-moderno.
Mahatma Ghandhi certa vez disse: “O ‘cristianismo’ não passa de uma religião de belas palavras...” Apesar da coerência da frase com a atual realidade, nós como cristão não devemos ser conivente com isto, temos que mostrar na prática que o cristianismo não se resume a essa critica. Nós como igreja do Senhor e portadores das Boas Novas, devemos entender que não adianta viver somente um “evangelho” de belas palavras, mas ao contrário disto devemos construir pontes entre nossas pregações e a práxi na vida igreja.
Anderson Souza
Bacharel em Teologia
O que parecia rotineiro foi de súbito tomado de algo insólito, no momento em que um dos pastores da igreja “sentiu” Deus ministrar em seu coração, que a igreja deveria ajoelhar-se e orar de forma especifica para as famílias. A principio alguns movimentos da platéia indicavam um não entendimento da “quebra de protocolo” da liturgia pentecostal, ainda sem entender muito bem olhares se encontravam na tentativa de dizer “o que será que vai acontecer?”.
O certo é que “todos” (pelo menos quase todos) dobraram seus joelhos e começaram a orar, e percebemos que um clamor começou a se levantar. Foi notório como Deus começou a trabalhar de forma diferente naquela noite. A Bíblia diz: “que a oração do justo tem muito em seus efeitos...” e realmente ali estavam muitos justos orando e intercedendo em um só sentido, e realmente comprovamos os efeitos ulteriores daquelas orações, depois de algumas semanas tivemos a felicidade de saber que Deus restitui alguns lares, decorrente das orações daquela reunião.
Diante disso tenho a liberdade e iniciativa de citar esse fato concreto, para refletir nos cultos que hodiernamente vem sendo realizado nas igrejas brasileiras. Ora, é de conhecimento de quase todos que a palavra culto esta sendo substituído pela palavra SHOW, inclusive é veiculado de forma televisiva em horários nobres.
Nessa nova configuração de culto o que manda não é mais a espontaneidade dos cristãos, e sim uma liturgia “bem elaborada” (porque não dizer bem engessada), organizada de forma que nada de inesperado possa acontecer. Bom, isso de certa forma da vazão ao espetáculo, isso mesmo, começa a nascer um culto-antropocêntrico, onde o homem é fim em si mesmo, “rouba” toda glória que pertence a Deus.
Nesse novo espetáculo, Cristo infelizmente não é mais o centro do culto, pois o que manda agora é performance humana, ou seja, as técnicas vocais dos cantores solos, dos conjuntos e dos corais. As habilidades “bem humorada” de alguns pastores, a ponto de manobrarem a platéia, até extorquirem dos membros os últimos centavo, isso mesmo este homens “desnudam” suas ovelhas até arrancar seus últimos recursos financeiros.
Paulo já nos avisa que nos últimos dias apareceriam homens amantes de si mesmos... Apresentam-se com eloqüentes mensagens bem pregadas, com um discurso muito bem polido e elaborado. Esses mega-pastores conseguem levar a platéia ao delírio com seus sermões “exegeticamente bem construído”, no comprimento de seus egos pragmáticos.
Não estou tecendo essa reflexão para colocar em descrédito os demais cultos, não, até porque não teria condições de fazê-lo. Acredito que Deus dentro da sua soberania tem abençoado de alguma forma. Agora como cristão e alguém interessado na causa do Mestre, entendo o que aconteceu no fato citado na introdução, é um apontar de que se colocarmos todo nosso preparo debaixo das potentes mãos de nosso Senhor, e dermos mais espaço a voz e ao mover do Senhor Espírito Santo, é possível que possamos ser surpreendidos com curas, libertações, batismo com o/no Espírito Santo, milagres, conversões, reestruturação familiar, manifestações humanitárias e solidárias por parte dos cristãos, e um verdadeiro quebrantamento perante Jesus Cristo pode estar prestes há acontecer nesse mundo pós-moderno.
Mahatma Ghandhi certa vez disse: “O ‘cristianismo’ não passa de uma religião de belas palavras...” Apesar da coerência da frase com a atual realidade, nós como cristão não devemos ser conivente com isto, temos que mostrar na prática que o cristianismo não se resume a essa critica. Nós como igreja do Senhor e portadores das Boas Novas, devemos entender que não adianta viver somente um “evangelho” de belas palavras, mas ao contrário disto devemos construir pontes entre nossas pregações e a práxi na vida igreja.
Anderson Souza
Bacharel em Teologia
Pós-Graduando em Metodologia do Ensino Religiso


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