Era domingo, aparentemente como todos os domingos. Refiro-me especificamente ao dia 04/02/2007. O culto inicio-se as 19:00 horas, como de costume começou com uma oração, seguido de dois hinos da harpa-cristã, acompanhado da orquestra local. Na seqüência, à leitura oficial e, assim a liturgia desenvolvia-se.
O que parecia rotineiro foi de súbito tomado de algo insólito, no momento em que um dos pastores da igreja sentiu Deus ministrar em seu coração. A igreja deveria ajoelhar-se e orar de forma especifica para as famílias. A principio alguns movimentos da platéia indicavam um não entendimento da “quebra-de-protocolo” da liturgia. Ainda sem entender muito bem, olhares se encontravam na tentativa de dizer: O que será que está acontecendo?
O certo é que “todos” (pelo menos quase todos) dobraram seus joelhos e começaram a orar e, percebemos que um clamor começou a se levantar. Foi notório como Deus começou a trabalhar de forma especial naquela noite. A Bíblia diz: “que a oração do justo tem muito em seus efeitos...” e realmente ali estavam muitos justos orando e intercedendo em um só sentido e, realmente comprovamos os efeitos ulteriores daquelas orações. Depois de algumas semanas, devido alguns testemunhos pessoais, tivemos a felicidade de saber que Deus restituiu alguns lares, resultado das orações realizadas naquela reunião.
Diante desse fato ocorrido, tenho a liberdade e iniciativa de usar essa história, para refletir os cultos que hodiernamente vem sendo realizado nas igrejas brasileiras. Ora, é de conhecimento de todos que a palavra culto esta sendo substituído pela palavra SHOW, inclusive é veiculado de forma televisiva em horários nobres.
Nessa nova configuração de culto o que manda não é mais a espontaneidade dos cristãos, e sim uma liturgia “bem elaborada” (porque não dizer bem engessada). Organizada de forma que nada de inesperado possa acontecer. Bom, isso de certa forma da vazão ao espetáculo, devido a previssbilidade, isso mesmo, o culto começa há se transformar num show gospel.
Nesse novo espetáculo, Cristo infelizmente não é mais o centro do culto, pois o que manda agora é performance humana, ou seja, as técnicas vocais dos cantores, dos conjuntos e corais. As habilidades “bem humorada” dos pastores que, se utilizam-se de recursos inapropriados, a fim de manobrarem sua platéia, objetivando extorquirem os membros. Isso mesmo! Homens inescrupulosos, não passam de pseudo-pastores que “desnudam” suas ovelhas até tosquiarem sua ultima lã.
Paulo já nos avisava que, nos últimos dias apareceriam homens amantes de si mesmos... Apresentam-se com eloqüentes mensagens bem pregadas, com um discurso bem polido. Estes mega-pastores conseguem levar a platéia ao delírio com seus sermões “exegeticamente” bem construído. Infelizmente muitos destes homens têm visado apenas a glória humana.
Não estou aqui para colocar em descrédito os demais cultos, não, até porque não teria condições de fazê-lo. Acredito que Deus dentro da sua soberania tem abençoado de alguma forma todos os cultos. Agora, como cristão e alguém interessado na causa do Mestre, utilizo-me deste fato ocorrido para trazer algumas reflexões, visando um alerta de nossa parte.
O fato ocorrido e citado no inicio deste artigo, é um apontar de que se colocarmos todo nosso preparo debaixo das potentes mãos de nosso Senhor e, darmos mais espaço a voz e ao mover do Senhor Espírito Santo, é possível que poderemos ser surpreendidos com curas, libertações, batismo com o/no Espírito Santo, milagres, conversões, reestruturação familiar e um verdadeiro quebrantamento perante Jesus Cristo pode estar prestes há acontecer em nossas igrejas.
Mahatma Ghandhi certa vez disse: “O ‘cristianismo’ não passa de uma religião de belas palavras...” Apesar da coerência da frase com a atual realidade, nós como cristão não devemos ser conivente com isto. A igreja do Senhor como portadora das Boas Novas, deve entender que não adianta vivermos somente um evangelho de belas palavras, mas ao contrário disto devemos construir pontes entre nossas pregações e práxi na vida igreja.
Anderson Souza
Bacharel em Teologia
Pós-Graduando em Metodologia do Ensino Religioso
O que parecia rotineiro foi de súbito tomado de algo insólito, no momento em que um dos pastores da igreja sentiu Deus ministrar em seu coração. A igreja deveria ajoelhar-se e orar de forma especifica para as famílias. A principio alguns movimentos da platéia indicavam um não entendimento da “quebra-de-protocolo” da liturgia. Ainda sem entender muito bem, olhares se encontravam na tentativa de dizer: O que será que está acontecendo?
O certo é que “todos” (pelo menos quase todos) dobraram seus joelhos e começaram a orar e, percebemos que um clamor começou a se levantar. Foi notório como Deus começou a trabalhar de forma especial naquela noite. A Bíblia diz: “que a oração do justo tem muito em seus efeitos...” e realmente ali estavam muitos justos orando e intercedendo em um só sentido e, realmente comprovamos os efeitos ulteriores daquelas orações. Depois de algumas semanas, devido alguns testemunhos pessoais, tivemos a felicidade de saber que Deus restituiu alguns lares, resultado das orações realizadas naquela reunião.
Diante desse fato ocorrido, tenho a liberdade e iniciativa de usar essa história, para refletir os cultos que hodiernamente vem sendo realizado nas igrejas brasileiras. Ora, é de conhecimento de todos que a palavra culto esta sendo substituído pela palavra SHOW, inclusive é veiculado de forma televisiva em horários nobres.
Nessa nova configuração de culto o que manda não é mais a espontaneidade dos cristãos, e sim uma liturgia “bem elaborada” (porque não dizer bem engessada). Organizada de forma que nada de inesperado possa acontecer. Bom, isso de certa forma da vazão ao espetáculo, devido a previssbilidade, isso mesmo, o culto começa há se transformar num show gospel.
Nesse novo espetáculo, Cristo infelizmente não é mais o centro do culto, pois o que manda agora é performance humana, ou seja, as técnicas vocais dos cantores, dos conjuntos e corais. As habilidades “bem humorada” dos pastores que, se utilizam-se de recursos inapropriados, a fim de manobrarem sua platéia, objetivando extorquirem os membros. Isso mesmo! Homens inescrupulosos, não passam de pseudo-pastores que “desnudam” suas ovelhas até tosquiarem sua ultima lã.
Paulo já nos avisava que, nos últimos dias apareceriam homens amantes de si mesmos... Apresentam-se com eloqüentes mensagens bem pregadas, com um discurso bem polido. Estes mega-pastores conseguem levar a platéia ao delírio com seus sermões “exegeticamente” bem construído. Infelizmente muitos destes homens têm visado apenas a glória humana.
Não estou aqui para colocar em descrédito os demais cultos, não, até porque não teria condições de fazê-lo. Acredito que Deus dentro da sua soberania tem abençoado de alguma forma todos os cultos. Agora, como cristão e alguém interessado na causa do Mestre, utilizo-me deste fato ocorrido para trazer algumas reflexões, visando um alerta de nossa parte.
O fato ocorrido e citado no inicio deste artigo, é um apontar de que se colocarmos todo nosso preparo debaixo das potentes mãos de nosso Senhor e, darmos mais espaço a voz e ao mover do Senhor Espírito Santo, é possível que poderemos ser surpreendidos com curas, libertações, batismo com o/no Espírito Santo, milagres, conversões, reestruturação familiar e um verdadeiro quebrantamento perante Jesus Cristo pode estar prestes há acontecer em nossas igrejas.
Mahatma Ghandhi certa vez disse: “O ‘cristianismo’ não passa de uma religião de belas palavras...” Apesar da coerência da frase com a atual realidade, nós como cristão não devemos ser conivente com isto. A igreja do Senhor como portadora das Boas Novas, deve entender que não adianta vivermos somente um evangelho de belas palavras, mas ao contrário disto devemos construir pontes entre nossas pregações e práxi na vida igreja.
Anderson Souza
Bacharel em Teologia
Pós-Graduando em Metodologia do Ensino Religioso


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